medicina

‘o nascimento da grande farmácia’

– eu tive uma idéia! vamos drogar metade da população!

– eu tive uma idéia melhor! vamos fazer todos nos pagarem por essas drogas!

– eu tenho a melhor idéia! vamos chamar isso de MEDICINA.

passamos nossas vidas consumindo imensas doses de venenos, em nossos alimentos, em nosso ar, em nossas roupas. para “curar” os males destes venenos, alimentamos uma industria ainda mais venenosa, a farmacêutica, com suas substâncias paleativas, que amenizam a dor de um problema, gerando vários outros ainda piores, para nossos corpos e nosso planeta.
e assim seguimos, sobrevivendo com uma expectativa de ‘vida’ cada vez maior, mas a cada dia mais mortos.

a cada dia, é inventada uma nova cura, para a nova doença criada na semana anterior.

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Hoje. Aqui.

Setembro 1, 2009

Então pessoal, segunda postagem aqui.
Vou colocar um texto que escrevi a um mês ou dois atrás em resposta a uma discussão que estava rolando no orkut. Me desculpem aqueles que já leram, mas acho que aqui é um bom lugar para que ele seja visto por outras pessoas. O texto fala sobre a cena de rock hoje em dia no Rio de Janeiro, onde vivemos, de como eu vejo as coisas.

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Pensei no motivo de bandas hoje em dia estarem vendendo ingressos para tocar em eventos como uma mostra de bandas ou um show de uma “banda maior”. Me veio a cabeça a enorme quantidade de bandas que existem no Rio de Janeiro hoje em dia e de eventos que ocorrem todo o final de semana, esse grande número é algo bom?

Hoje em dia nascem bandas a todo instante, bandas com integrantes que olharam para a TV/Rádio, que um dia mostrava duplas sertanejas, grupos de pagode, cantor@s pops e atualmente mostra bandas de garotos com guitarras, bandas criadas com o simples motivo de idolatrar a fama, cultuar o que já foi feito, ser mais uma cópia do que hoje está em alta no mercado fonográfico. Nos dias de hoje, ter uma banda é simplesmente um meio de ser famoso, um jeito de preencher o vazio dentro de alguns seres humanos criado pelo sistema utilizado pelo mercado fonográfico, que cria heróis/modelos com a finalidade de transformar cada “estilo” musical em mais uma vertente do consumo. O que pra mim não faz muito sentido.

Junto com esse crescente número de bandas novas, vem a necessidade de lugares/eventos novos que nascem no mesmo ritmo do nascimento das bandas. Shows que se tornaram algo novo também, o motivo da existência de um “evento de rock” mudou totalmente. Hoje os shows são só um pretexto para se ganhar dinheiro, prestígio e fama. É muito pequeno o número de pessoas que vão a um show para realmente ouvir alguma banda, conhecer algo novo ou trocar alguma idéia. Com esse novo tipo de show, é natural existirem novas abordagens para a sua implementação: Se o show é feito para se conseguir dinheiro nada mais natural que pega-lo das pessoas sem as quais ele não existiria, certo?

No final das contas, o cenário musical atual pode ser resumido em sua maior parte por bandas que procuram status/dinheiro/fama/preencher o vazio do coração de seus integrantes fazendo de tudo para subir num palco e se sentirem um pouco do que foram instigados a querer ser. E pessoas organizando shows com o maior número de bandas possíveis, no maior lugar possível, com o maior número possível de bebidas/comidas no bar para no fim ganharem a mesma coisa que essas novas bandas querem.

Eu acho errada essa condição que é submetida às bandas de terem que vender ingressos para poderem tocar, mas acho que uma reflexão diferente deveria ser feita por elas, pelas pessoas que organizam shows e também pelas pessoas que vão aos shows: O que todos estamos fazendo? Porque tocamos em uma banda? porque fazemos shows? porque vamos a shows? Tenho uma banda pois realmente sinto a necessidade de colocar para fora meus sentimentos, de gritar, cantar, pular, me divertir e suar ou tenho uma banda pois com ou sem perceber fui condicionado a isso? Organizo shows pois gosto da atmosfera criada pela atividade das bandas ou simplesmente quero aproveitar o momento propício para ganhar o máximo de grana e prestígio possíveis? Vou a algum show pois gosto de música, gosto de me sentir vivo e dançar e pular com o som de uma banda tocando ou simplesmente quero mostrar que sou da cena, que cortei meu cabelo, quero ser mais famoso e aparecer mais? O que nos move como partes desse cenário musical atual? Qual o motivo de tudo que é feito hoje em dia nesse contexto? Somos movidos pela nossa própria vontade, nossos sinceros sentimentos ou estamos sendo controlados por algum agente externo como a moda/fluxo de consumo/tendência musical?

Qual a sinceridade musical ou emocional que pode ser vista em eventos nos quais os organizadores e as bandas simplesmente visam dinheiro, fama e status? Qual a sinceridade musical ou emocional que pode ser vista em eventos nos quais bandas tem que pagar para poder ter um espaço para tocar? Qual a sinceridade musical ou emocional que pode ser vista em bandas que se submetem a esse tipo de condição? Qual a sinceridade musical ou emocional que pode ser vista no cenário atual do rock?

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Beijos!
Rafa 🙂